quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A menina era bonita, viu? Fiquei encantado, me lembro bem. Divertida, mas não sei, era auto-crítica demais. Andava firme, mas era insegura. Cheia de vícios e manias, eu achava engraçado. Não um engraçado de rir, um engraçado charmoso. Não parava de mexer no cabelo, ajeitar a roupa, falava baixo, ria alto. De longe dava pra entender o que ela tava falando, cheia de gestos e caras. Tinha muitos amig...os, mas era carente. Aquela menina era a contradição em pessoa, nunca me esqueço. Um dia paramos pra conversar e trocamos desabafos. Queria fazer um questionário infinito, mas fiz algumas perguntas-chaves: Por que você anda reta, mas olhando pra baixo? Quem é o motivo desses sorrisos de canto a canto? Por que tanta mania e timidez? Fui interrompido e atropelado por respostas, que pouco esclareciam seu mistério escancarado. "Olho pro chão porque tem coisas que eu prefiro não ver. E são muitas coisas, todos os dias, de todos os lados. Sorrisos falsos, pessoas pequenas, gente que eu perdi se encontrando fora de mim. E me dói, então o que os olhos não veem, você sabe... Sorrio nem sei porque, muito menos por quem. Por mim, por toda essa gente que quer meu bem. Ninguém em especial, ninguém especial. Queria conseguir ficar uma semana triste, de cara fechada e seca com o mundo. Mas eu choro rindo, morro sorrindo e ninguém desconfia, talvez seja melhor. Tenho a impressão contínua de que nunca tá bom o suficiente. Meu cabelo, minha maquiagem, minhas roupas, meu jeito. Eu. Muita gente chega e quase todas vão embora. Antes da hora, na hora, depois. Ás vezes me arrasa, mas não lamento, fica quem tem que ficar, não é? Eu sei isso de cor também. Mas não dá pra evitar a sensação de, sei lá, pensar que o problema não é de quem parte. Talvez eu seja sem medidas demais e canse. Louca demais e enlouqueça. E nessa, quem não consegue descansar sou eu." A menina era mais que bonita, viu? Muito mais. Uma pena ninguém acolher e deixar que ela, enfim, descanse. Em paz. 



Marcella Fernanda

quarta-feira, 4 de julho de 2012

domingo, 1 de julho de 2012

Microcontos (#minicontos.)

Um dos prazeres que tenho é escrever MICROCONTOS( minicontos.) quer dizer tentar escreve-los. Já havia postado antes aqui no blog um projeto em que vários blogueiros se encontram em um site, para mortrar os seus micro, se não me falha a memória se chama A casa das mil portas.  Desde que conheci esse projeto me encantei pela ideia,  hoje cá acolá sempre tento escrever alguns. 
Pra quem ainda não sabe, não tem ideia do que seria um microconto, vou explicar ...   Um microconto é, uma história em prosa contada em cinqüenta letras ou menos. parece pouco  ?  mas é porque é realmente pouco. Fazer um microconto é um desafio literário, uma tentativa extremamente econômica de contar ou sugerir uma história inteira, como vimos em 50 ou menos letras. ( no meu caso alguns passam das 50 palavrinhas. hehehe).

Espero que apreciem e imaginem o que pode ter acontecido antes, durante e depois de cada uma das estorinhas. Pois a graça dos microcontos reside ai, em IMAGINAAAAAAAAAAAAAAAR  ( Ps: cada (-) é um microconto diferente) 





- Caiu na rede da rede. sem rede. Restou-lhe o chão.  

- Desviou o caminho, mas não o olhar. 

- Aos 22 anos nunca foi amada. se chegar aos 25 assim. não adianta. jurou. só casa virgem

- Tentou dizer.era tarde.ela gritou.tava quase todo dentro

- Procurou a vida até o fim. Encontrou.foi tarde.

- Faltou E\S\P\A\Ç\O no tempo. Sobrou T-E-M-P-O no espaço. ( não é um microconto, andei pensando sobre o tempo e o espaço, daí,  deu nisso.) 

- sou uma farsa. exclamou á voz da consciência.

- Não negava prazer em ver seu desconserto. Era casado. Vadia. não se importava em ser a outra. 

- São olhos esfomeados, que querem decifrar, percebe o  desconserto quando os ver nos seus.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012



 ''E sei 
 que cérebro eletrônico nenhum
  me dá socorro
  em meu caminho inevitável para a morte'' 

- Gilberto Gil -

domingo, 20 de maio de 2012




Todos os dias arrancava de sua angustia um motivo bonito para um novo desabrochar ...

ME: 


Só pro meu prazer: Eu quero você como eu quero ... 


'' Eu te imagino, eu te conserto  
Eu faço a cena que eu quiser

Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor 
 Eu te recriei, só pro meu prazer 

Só pro meu prazer ...''

sexta-feira, 18 de maio de 2012




A mais carinhosa também é a mais bruta, a mais inteligente é ao mesmo tempo a mais sensível, a mais bonita é a mais emburrada, a mais esperta é ao mesmo tempo a mais mundo da lua, a mais bem humorada também é a mais chorona, a mais falante é ao mesmo tempo a mais secreta, a mais velha é ao mesmo tempo a mais moleca, a mais moça também é a mais madura uma não vive sem a outra, e eu não vivo sem as duas.
— Martha Medeiros


E ajeitava o meu caminho pra encostar no teu.
 — Chico Buarque e Edu Lobo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

“Mas seus olhos não mentem o cansaço da espera e a tristeza de estar solta, e você fica feia. É ter a sensação de que ninguém te olha, pelo menos não como você gostaria de ser olhada. Estar sozinha é estar solta e, no entanto, é estar amarrada ao chão porque nada te faz flutuar, sonhar, divagar. Estar sozinho, ou estar sozinha, pode acontecer com qualquer um. E você torce para que aconteça com a sua melhor amiga, ou com aquele homem que você gostaria de experimentar como uma pílula para a sua solidão. Estar sozinha é não suportar ouvir a palavra solidão porque ela faz sentido. E o sentido dela dói demais. Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido […] É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada.”

Tati Bernardi

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Liberte um livro você também!



''O BookCrossing ´Blogueiro foi inspirado no BookCrossing - um movimento que acontece fora do mundo virtual e nada mais é do que o ato de ''Libertar'' um livro com a finalidade de difundir o hábito da leitura. Se você , adora ler, sabe que um livro fechado na estante não vale nada. Para valer, ele precisa ser usado e apreciado! Que tal compartilhar esse livro que você já leu e não pretendo mais reler ? 


Ps: Amei a ideia e já escrevi meu blog nessa empreitada, que tal você que é blogueiro unir-se a nós ?! Mais informações, dicas legais, banners do evento, aqui nesse blog Luz de luma . 

Ps²: Uma das dicas do site é a troca de livros,( ou libertar um livro para um blogueiro) entre os próprios blogueiros, se alguém quiser me doar, estou sempre disposta a adotar novos autores ... hehe :)





É tanta hipocrisia, é tanta gente vazia, tanto assunto inútil, que ando com preguiça de conhecer pessoas… 





“Eu achava que era você (…) na rua, no supermercado, na fila do cinema… Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Eu queria te ver, apenas.”


— Tati Bernardi

domingo, 1 de abril de 2012

[...] “Até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de quase todos os enganos, ela descobriu a porta do labirinto. Nada de ir tateando os muros como um cego. Nada de muros. Seus passos tinham - enfim – a liberdade de traçar seus próprios labirintos.” 

“— E o que a gente vira quando vai embora de alguém?

E o Senhô respondeu:
— Uns viram pó. Outros caem igual estrela do céu. Outro só viram a esquina… E têm aqueles que nunca vão embora.

— Não? E eles ficam onde, Senhô?
— Na lembrança.” 


segunda-feira, 12 de março de 2012

As Aniversáriantes:



 Parabéns pra essas duas cidades que tanto amo e admiro. 





Miniconto:


Andava a flor da pele, não suportava á fugacidade da vida, sonhava com a imortalidade.




"Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você. ''









"Cada um tinha um coração. E cada coração amava uma pessoa. O coração de fulano amava beltrano, mas o coração de beltrano amava sicrano. Ou seja, fulano sou eu, beltrano é você e sicrano tem muita sorte."

— Caio Augusto Leite 

“Também tenho saudade do que não existiu e dói bastante .”
(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pra você:






                                                                                                                              Sempre.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Às vezes tudo que eu quero
É mergulhar numa paixão eterna
Eu sonho tanto, a todo momento
Quando o sol se põe e a chuva cai
Vêm as sensações tão naturais
É claro nos meus olhos
Se disfarço meus desejos
Repara nos meus olhos
Se disfarço



Às vezes tudo que eu quero
É ser herói por uns segundos
Soltos no espaço
São muitos segredos
E se a solidão me tem demais
Às vezes me sinto estranha
Mas, repara nos meus olhos
Se disfarço tanto

Eu posso até inventar
Mentiras diversas
Mil idéias sem sentido
Galanteios de bandido
Outros beijos, outras festas
Repara nos meus olhos
Se disfarço meus desejos
Repara nos meus olhos
Se disfarço tanto



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Das palavras ...


- Vejo que ficou chocado, meu amigo. Por favor, não leve meu caso demasiadamente a sério nem me considere cínica. Quem sabe se o que o escandaliza não é o caso em si e sim o fato de tê-lo verbalizado tão cruelmente ? Acho que no fundo temos mais medo das palavras do que ás coisas que elas representam, e isso nos tem levado a equívocos tremendos. Pense bem, a sombra da rosa não é mais bela que a rosa. A sombra do bandido não é mais perigoso ou cruel que o próprio bandido. Na minha opinião ( permita-me uma metáfora) as palavras são as sombras das coisas, das pessoas, dos fatos e das ideias que representam. A fidelidade da sombra com relação ao seu objeto ... quero dizer: o tamanho, a forma, a intensidade, isto é, o temperamento da pessoa e sua maior ou menor habilidade no uso da linguagem. Falei Claro ? 



Erico Verissimo - in '' O Prisioneiro''; pag:84 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Música pra passar o tempo ...



Ps: O melhor cantor francês na minha humilde opinião !!! hehe ^^
Ps²: A melodia da música é bem animada, mas sua letra entretanto é um pouco triste ...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

"Minha mãe sempre diz: Não há dor que dure para sempre! Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!
E apesar de saber de tudo isso, por que algumas dores duram tanto? Por que alguns sentimentos - diga-se de passagem os mais ridículos - demoram tanto a passar? Por que olhar pra ele reaviva esperanças perdidas e suscitas lágrimas quentes até então contidas? Por que o cérebro ainda não inculcou no coração que esquecer faz bem a saúde? Por que tudo não pode ser como um bonito filme francês?"
- Chico Buarque.- 






quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012




Claro que ela ainda não tem um namorado, mas não se importa com isso. Algumas vezes, muito ocasionalmente, digamos às quatro horas da tarde de um domingo chuvoso, Emma se sente em pânico e quase não consegue respirar com a solidão. Uma ou duas vezes se surpreende tirando o telefone do gancho para verificar se está funcionando. Às vezes pensa como seria bom ser despertada por um telefonema no meio da noite: “Pegue um táxi agora mesmo”, ou “preciso encontrar com você, nós precisamos conversar”. Mas na maior parte do tempo se sente como uma personagem de um romance de Muriel Spark - independente, aficionada por livros, inteligente e secretamente romântica.”



(...)



Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes. Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente. Vá viver um grande amor! Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?”




— Tati Bernardi

Perfeita ...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Hora da sessão cinema ...



Sinopse: Filme francês que nos passa uma bela imagem de fraternidade.  Raças humanas mais evoluídas que vivem em outros planetas fazem anualmente um ''intercambio'' inter-planetário com o intuito de trocar experiências, comida, etc, entretanto nenhum dos habitantes desses planetas deseja trocar experiência com os irmãos terrestres por considerarmos os ''Irmãos Loucos'' a partir dai vai entrar em cena criticas bem colocadas ao nosso atual sistema e modo de viver,  por sermos os únicos a manter um sistema totalmente egoísta. Quando os ''extraterrestre'' chegam  a terra começam a causar revertério nas pessoas ''despertando-os'' a espiritualidade. 

Ps: Ah o mas legal é que você pode encontra-lo no youtube completinho, está dividido em 3 partes, cada uma com 30 minutos, coloquei aqui a 1 parte, indo na página  do youtube ao lado você encontra as outras, vale muito apena ver esse filminho, particularmente achei sensacional, no meio do filme eu queria parar de assistir e sair por ai pra tentar mudar o mundo, tenar convencer as pessoas que estamos errados, que fazemos tudo errado, que ainda temos salvação, e principalmente que a mudança depende só de nós, ao final do filme a minha vontade, sensação era de ir correndo viver em outro planeta, um planete como o filme retrata,  um lugar lindo como ''LA BELLE VERTE'' .



domingo, 5 de fevereiro de 2012

E o Amor: Fez graça da minha Razão.



Promessas...




Pode-se prometer atos, mas não sentimentos; pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou sempre odiá-lo ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; mas ele pode prometer aqueles atos que normalmente são consequência do amor, do ódio, da fidelidade, mas também podem nascer de outros motivos: pois caminhos e motivos diversos conduzem a um ato. A promessa de sempre amar alguém significa, portanto: enquanto eu te amar, demonstrarei com atos o meu amor; se eu não mais te amar, continuarei praticando esses mesmos atos, ainda que por outros motivos, de modo que na cabeça de nossos semelhantes permanece a ilusão de que o amor é imutável e sempre o mesmo.

Friedrich Nietzsche

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Olhar. Olhando. Olha lá os olhares. 
Aposto que nunca suspeitou que em meu olhar continha amor.

“Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem suas. A vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foi o jeito de escrever, ou de se vestir. Foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor. É amor.”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012



Um dia eu aprendo a ser feliz todos os dias. 

Não consigo te esquecer, definitivamente não consigo. Isso é terrível, pois aumenta o buraco que existe em meu ego, exatamente aquele que mais me tortura, aquele onde coloco as minhas incapacidades e frustrações. Mas amar alguém que supostamente não tem nem á noção de que você cultiva esse sentimento, é auto-masoquismo. Ainda não descobri qual o real motivo de te amar, Talvez tenha sido a consequência de ter te observado tanto, é possível que você nunca tenha reparado que te observei com olhos de contemplação; contemplava o mistério que saia dos seus porós, dos seus olhos, das suas palavras, do seu corpo, sim, sim, sim, tudo em você é mistério. Exatamente tudo. Tentava me concentrar ao máximo em outras coisas, mas era inevitável, você é inevitável. Te observar tornou-se meu hobbe, minha sina, minha perdição ou salvação, eu era o maníaco que persegue sua vítima e ao mesmo tempo o detetive que tenta desvendar o crisme. Era o aluno aplicado que apende com seu mestre. A vida que se entrega á morte sem questionar. Te observar virou meu prazer e tortura. Tentar te decifrar tornou-se prioridade. Não tenho certeza se consegui, mas o que consegui decifrar me fez prisioneira. Quanto mais aprofundava nesse enigma que é você, mas condenada tornava-me. Depois de condenado ao réu só resta: a penitencia. No meu caso a lembrança, a esperança e a inevitável solidão. Não posso reclamar me joguei nesse abismo convicta das consequências dos meus atos, mesmo sendo eles inconscientes. A Libertação talvez esteja longe de ser conquistada, mas a luta continua, a vida continua, mesmo não sabendo como viver, ou não querendo viver,  sobreviver é o que me resta, é isso, é exatamente isso: Ando sobrevivendo sem você. Como agora, Como sempre foi, Como talvez sempre será.( a esperança a que fui condenada não me deixa dizer: Como sempre será.).

Quase um pedido.



Case-se comigo

Antes que amanheça
Antes que não pareça tão bom pedido -
 (Antes que não me pareça tão bom partido.)
Antes que eu padeça
Case comigo
Quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde e seja um pouco mais assim
Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

Seja meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Voltei.


Tava com saudades desse canto, mas incrivelmente voltei faz uns quatro dias  e não tive coragem de vim aqui, de ver o que tinha deixado antes da viagem, confesso que tava com medo de relembrar alguns sentimentos, passei dias maravilhosos, fantásticos, acordando ou melhor nem dormindo pra poder receber as energias do nascer do sol, tomei banho gelado de mar, fiquei na praia deserta esperando o nascer da lua, senti imenso prazer em me banhar no mar ao crepúsculo, e principalmente a noite (meu horário favorito!). Ouvi meu silêncio gritar, junto com o canto da maré, numa melodia perfeita. Conversei com pessoas queridas, desconhecidas, passei muitas noites em claro em lugares que confesso não tinha a minima vontade de está, mas está lá me fez feliz por alguns momentos, me fez esquecer momentaneamente as minhas dores, amores e etc. Respirar o ar mais puro me fez refletir bastante sobre mim, sobre ele, sobre o mundo, sobre os outros, estou de volta pra recomeçar o que já se iniciou, o que já foi, o que era pra ter sido, e o que será. Que sejam dias Claros, dias límpidos, dias leves, dias doces, mas principalmente que sejam dias: NOVOS DIAS.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


     "Perdoe a falta de abrigo, é que agora eu moro no caminho."


Marla de Queiroz 

Música pra animar o tempo.



Ps: Ele é fofinho, canta com a alma e tem voz de Algodão.


Para criar, destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente.
Sou a cena nua onde passam vários atores representando várias peças.

 
Fernando Pessoa

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hora de rir


A maior arma a ser usada contra nós é a nossa própria memória.
Usando as dúvidas e incertezas que já temos. 
Somos fiéis a nós mesmos ou cumprimos expectativas alheias ?
Teremos coragem de revelar nossos segredos mais 
íntimos ? ou no fundo somos impenetráveis.
Impenetráveis mesmo para nós.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A alma de outrem é outro universo.



Como é por dentro outra pessoa? Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo, com que não há comunicação possível, nem há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma, senão da nossa. As almas dos outros são olhares, são gestos, são palavras, supondo-se qualquer semelhança no fundo. Entendemo-nos porque nos ignoramos. A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver.